Harmonia Tonal Avançada · cerca de 55 min · Avançado
Dominantes Alterados
b9, #9, b5 e #5 mudam a tensão do dominante e abrem caminhos cromáticos de resolução. A função pode continuar sendo dominante.
Um dominante alterado não é apenas um acorde mais complexo. Ele reorganiza a tensão para aproximar certas vozes das notas do acorde seguinte.
Estrutura
G7(b9)
G · B · D · F · Ab
Nota alterada
b9 Ab
Um caminho frequente
- B ↑ C
- F ↓ E
- Ab ↓ G
Um movimento frequente neste voicing. Não é o único caminho, nem um ranking estético.
1
Dominante de sétima
1, 3, 5, b7.
2
Alterações centrais
b9, #9, b5 e #5.
3
Função
Alterar uma tensão não troca a função por conta própria.
4
Guia-tons
A 3ª e a b7 continuam a identidade dominante.
5
Caminho
A nota alterada pode caminhar por semitom até o acorde seguinte.
6
Cifra
A cifra descreve a estrutura, não uma única disposição.
Alterar a cor não troca o dominante sozinho
Trilha Harmonia Tonal Avançada.
Você já estudou o que é uma tensão em Tensões e alterações e o dominante que aponta para outro grau em Dominantes secundários. Aqui a alteração entra no próprio V7. A aula anterior da trilha, Harmonia tonal avançada, leu o arco da casa. Esta lê a cor interna do dominante.
Núcleo
1, 3 e b7 ficam. A cor entra na 5ª ou na 9ª.
G7 é Sol, Si, Ré, Fá. Si–Fá é o trítono que sustenta a identidade dominante. Alterar não é colocar um acidente qualquer: é subir ou descer um grau em relação a essa estrutura.
G7(b9): G B D F Ab
O que entra ou troca: b9 Ab.
Matriz
A mesma fundamental, cinco estruturas
Selecionado: C7(b9). Nota alterada: b9 Db. A resolução mostrada vai para Fá maior, um movimento frequente, não o único.
b9
Três vozes podem andar por semitom
G7(b9) é G, B, D, F, Ab. Lá bemol é a nona menor de Sol. Em direção a Dó, um caminho frequente é este.
- B sobe um semitom até C
- F desce um semitom até E
- Ab desce um semitom até G
Um movimento frequente neste voicing. Não é o único caminho, nem um ranking estético.
#9
A nona aumentada permanece na letra da nona
G7(#9) contém a 3ª maior Si e a #9 A#. De Sol até Lá há uma segunda. A alteração cromática continua na letra Lá. A# soa como Bb no temperamento de 12 sons, e a função escrita é #9, não terça menor.
G7(#9): G B D F A#
Qual grafia representa a nona aumentada de Sol?
Enarmonia
D# e Eb ocupam letras diferentes
Em C7(#9), a nona aumentada é D#. Eb seria a 3ª menor escrita, outro grau. A classe de altura pode coincidir. A semântica do grau, não.
Mesma classe de altura: sim, em 12-TET. Letras diferentes: sim.
D#
Letra D. A posição diatônica segue a letra. O acidente não troca a linha da letra.
Eb
Letra E. A posição diatônica segue a letra. O acidente não troca a linha da letra.
b5 e #11
A quinta alterada não é a décima primeira
C7(b5): C E Gb Bb. A quinta Sol virou Gb. C7(#11): C E G Bb F#. Fá subiu para F#, e Sol pode continuar. Gb e F# compartilham classe de altura e nomeiam graus diferentes.
#5 e b13
A quinta aumentada não é a décima terceira menor
C7(#5): C E G# Bb. Sol virou G#. C7(b13): C E G Bb Ab. A 13ª abaixada é Ab, com a quinta natural ainda na estrutura.
Natural e alterada
C9 não é um dominante alterado
C9 traz a 9ª natural D: C E G Bb D. C7(b9) troca essa letra por Db. C7(#9) usa D#. Extensão diatônica e alteração cromática são camadas diferentes.
Guia-tons
Si e Fá continuam enquanto a cor muda
Guia-tons de G7(b9): 3 B e b7 F. A alteração b9 acrescenta Ab.
7alt
alt indica uma família, não um voicing
C7alt autoriza cores de 5ª e de 9ª. Não entrega uma lista fixa de sete notas. A escolha abaixo é uma leitura possível, feita por você.
Esta escolha: C7(b9) · C E G Bb Db
Em improvisação, 7alt costuma ser relacionado à escala alterada. Essa escala pertence ao estudo dos modos da menor melódica, não ao critério desta aula.
Contexto
A estrutura não decide a função sozinha
G7(b9) isolado é a estrutura G B D F Ab. Quando resolve em Dó maior, os caminhos frequentes continuam dominantes neste trecho. O mesmo G7(b9) também pode ir a Dó menor: b9 não pertence só ao menor.
A mesma resolução, outra voz
Ouça a cor, com referência
Nível 1 de 8. Mais tensão cromática. A altura absoluta não é o teste.
A: G7 → C. B: G7(b9) → C.
Equivalente em texto: G B D F | C E G | G B D F Ab | C E G
A estrutura, o teclado e o caminho
Bancada da alteração
C7(b9) · C E G Bb Db
G7(b9) caminhando para Dó
- Bsobe um semitomC
- Fdesce um semitomE
- Abdesce um semitomG
Movimentos de semitom neste voicing: 3. A contagem descreve o caminho. Não diz que mais semitons tornam o acorde melhor.
A letra escolhe a posição
D#
#9 de Dó. A letra é Ré.
Eb
Outra letra. Seria uma 3ª menor escrita.
Uma região de G7(b9)
Cada casa acesa foi calculada pela classe de altura da estrutura G B D F Ab. É uma região possível, não o desenho oficial.
O baixo desce uma quinta enquanto a cor caminha
Baixo: G → C. Em cima, G7(#5) traz #5 D#. O baixo e a tensão não fazem o mesmo trabalho.
Construa, grafie e resolva
Pratique a estrutura
1/20 · sem maestria e sem espera
C E G Bb Db. Qual alteração?
Frases que achatam a alteração
Conferência formativa
Sem maestria e sem espera. 1/10
A fórmula de C7 é:
Mostre a grafia e o caminho
O desafio oficial usa a política global de construção de acordes. A formativa não registra maestria. Quem ainda não tem conta recebe o resultado desta sessão.
Troque só o dominante
Estúdio do dominante
O ii e o alvo ficam. Só o dominante muda de cor. O tempo e o registro acompanham as duas versões.
D F A C · G7(b9) · alvo maior C E G
Guia-tons: B · F. Caminhos de semitom: B→C, F→E, Ab→G.
Lá menor · Ré com b9 · Sol maior
Ré com b9 é V7(b9) de Sol neste trecho. Guia-tons: F# e C. Nota alterada: Eb. Como enriquecimento, Mi com b9 diante de Lá menor pode ser lido como V7(b9) do vi, sem reabrir toda a aula de dominantes secundários.
E7(b9): E G# B D F → Lá menor
A melodia também ocupa um grau
A melodia canta Lá. G7(b9) traz Ab. As duas letras vizinhas ficam a um semitom. O resultado é tensão entre melodia e acorde, não um erro automático. Trocar o dominante sem olhar a melodia muda essa relação.
Laboratório da tensão dominante
Volta 1 de 10
Monte a tétrade: Sol, Si, Ré, Fá.
Um dominante alterado preserva a força estrutural do acorde dominante, mas modifica notas específicas para criar novos caminhos cromáticos em direção à resolução.
Até aqui, o dominante permaneceu e as notas é que mudaram. Na etapa seguinte, a substituição por trítono troca o próprio acorde e conserva uma parte da tensão interna.
Substituição por trítonoPerguntas frequentes
O que é um dominante alterado?
Um acorde dominante de sétima em que a 5ª ou a 9ª, e às vezes a 11ª ou a 13ª, recebe uma alteração cromática. A 3ª e a sétima menor podem continuar sustentando a função.
O que significa 7alt?
É uma indicação geral de dominante alterado. Não escolhe um único voicing nem uma lista fixa de notas.
Quais alterações aparecem nesta aula?
b9, #9, b5, #5 e, como nuance de grau, #11 e b13.
O que é b9?
A nona menor: em Sol, Lá bemol. Em Dó, Ré bemol.
O que é #9?
A nona aumentada. Em Dó é Ré sustenido. Em Sol é Lá sustenido. Não se escreve como terça menor.
O que é b5?
A quinta abaixada. Em Dó, Sol vira Sol bemol.
O que é #5?
A quinta elevada. Em Dó, Sol vira Sol sustenido.
Qual a diferença entre b5 e #11?
b5 substitui a quinta. #11 eleva a 11ª, e a quinta natural pode continuar. A classe de altura pode coincidir.
Qual a diferença entre #5 e b13?
#5 altera a quinta. b13 é a décima terceira abaixada. Não são o mesmo grau.
C7(#9) tem terça menor?
Tem terça maior e #9. Ré sustenido soa como Mi bemol em 12-TET, e a função escrita é #9.
Por que Ré sustenido e Mi bemol não são equivalentes na análise?
Porque nomeiam letras e graus diferentes, mesmo quando a altura temperada coincide.
Um dominante alterado precisa de todas as alterações?
Não. Uma alteração já muda o caminho das vozes.
7alt define um voicing?
Não. Quem toca escolhe quais cores de 5ª e 9ª entram.
Dominantes alterados só aparecem no jazz?
Não. A condução cromática também organiza música tonal clássica e popular.
Eles só resolvem em acordes menores?
Não. G7(b9) pode ir a Dó maior e a Dó menor.
Posso usar dominante alterado em tonalidade maior?
Sim. A alteração não exige que o alvo seja menor.
Qual nota sustenta a função dominante?
Neste modelo, a 3ª maior e a sétima menor formam o trítono característico. O contexto confirma a função.
Por que a 3ª e a 7ª importam?
Elas podem permanecer enquanto a 5ª e a 9ª mudam de cor.
Um dominante alterado pode ser secundário?
Sim. Mi com b9 diante de Lá menor pode funcionar como V7(b9) do vi. A aula de dominantes secundários continua sendo a referência desse mecanismo.
Qual a diferença entre dominante alterado e SubV7?
Aqui o dominante permanece e as notas mudam. A substituição por trítono troca o acorde. Essa técnica tem aula própria.
Qual a diferença entre C9 e C7(b9)?
C9 tem a 9ª natural, Ré. C7(b9) tem Ré bemol.
Qual a diferença entre C7(#5) e C7(b13)?
O primeiro altera Sol para Sol sustenido. O segundo acrescenta Lá bemol como 13ª, com a quinta natural ainda possível.
Posso omitir a quinta?
A disposição pode omitir a quinta. A cifra ainda descreve a estrutura, não obriga todas as notas ao mesmo tempo.
Posso omitir a fundamental?
Em alguns arranjos o baixo sustenta a fundamental. Isso não é o centro desta aula.
Como montar no piano?
Toque a estrutura derivada: fundamental, 3ª, quinta ou sua alteração, sétima menor e a tensão escolhida, com a grafia do grau.
Como tocar no violão?
O braço mostra uma região calculada pelas classes de altura. Não há um único desenho oficial.
Como ouvir um dominante alterado?
Compare com o V7 sem alteração, no mesmo tempo e no mesmo baixo, e escute qual voz entrou ou trocou.
Como improvisar sobre dominante alterado?
A escala alterada é uma ponte para os modos da menor melódica. Não é o critério de maestria desta aula.
O que é escala alterada?
Uma coleção associada, na improvisação, ao símbolo 7alt. O estudo dela fica na competência dos modos da menor melódica.
Escala alterada é assunto desta aula?
Só como relação. O foco aqui é a cifra, a grafia e o caminho das vozes.
Como saber qual alteração usar?
Pela melodia, pelo alvo e pelo caminho que você quer ouvir. Não há uma alteração obrigatória.
Alterações precisam resolver por semitom?
Semitom é um caminho frequente em certos voicings. Não é uma lei.
Um acorde alterado é sempre mais tenso?
Ele acrescenta ou desloca uma tensão cromática. Mais notas não significam um acorde melhor.
Como usar isso na composição?
Mantenha o ii e o alvo, troque só o dominante e ouça a consequência na melodia.